Conservação

O Projecto de Conservação da Palanca Negra Gigante começou em 2003 inserido no Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola.

Em 2018 foi criado o Comité Executivo para acompanhamento e reforço da implementação das medidas de Protecção e Conservação da Palanca Negra Gigante, cuja Unidade Técnica é coordenada pela Fundação Kissama em parceria com o Ministério do Ambiente e o Governo da Província de Malanje.

Programa dos Pastores

O projecto criou em 2004 a equipa dos Pastores das Palancas, integrando membros das comunidades locais como agentes de protecção da palanca tanto na Cangandala como no Luando. Muitos destes pastores são agora fiscais no Parque Nacional da Cangandala. Um dos pastores do Luando ganhou, em 2016, o prémio internacional de fiscal.

Câmaras Ocultas

A colocação de câmaras fotográficas com sistema de infravermelhos permitiu em 2005 a captação das primeiras fotos de palancas negras gigantes depois de 20 anos, marcando a sua redescoberta. Ainda hoje estas câmaras são bastante úteis para controlo dos animais no Parque Nacional da Cangandala.

Depois de redescoberta a palanca no Parque Nacional da Cangandala, graças às câmaras instaladas no local, concluiu-se ao longo dos anos que apenas havia uma manada de palancas sobrevivente, com apenas 9 fêmeas e nenhum macho!

Santuário da Palanca

Para salvar a manada sobrevivente do Parque Nacional da Cangandala, em 2009 foi construído o Santuário da Palanca, uma área vedada onde foram colocadas as 9 fêmeas e 1 macho de Palanca Negra Gigante, chamado Duarte, que foi trazido da Reserva do Luando, e que com a Teresa "produziu" o Mercúrio que é o actual macho dominante. O Santuário tem agora cerca de 4.000 hectares. Em 2018 foi construido dentro deste sanctuário um sanctuário turístico de 187 hectares, aonde serão colocadas palancas para estimular o turismo.

Operações de Captura

Até à data já foram realizadas 4 operações de captura de Palancas Negras gigantes nas suas áreas de origem. Estas foram realizadas de helicóptero por uma equipa profissional e especializada no manuseamento destes e de outros animais. A equipa principal foi constituída por:

- Barney O’Hara: piloto do helicóptero Hughes 500, com vasta experiência em capturas de vários animais.

- Pete Morkel: veterinário reconhecido por ser um dos líderes em capturas e transladações de animais de grande porte, em todo o mundo.

- Pedro Vaz Pinto: coordenador do Projecto e o melhor conhecedor das palancas na área.

Em todas estas actividades o projecto contou ainda com o essencial apoio da Força Aérea Nacional, seus equipamentos, equipas e comandantes.

Transporte e Marcação 2009

A primeira operação de capturas tinha como principal objectivo salvaguardar a única manada sobrevivente do Parque Nacional da Cangandala. Como não havia na altura nenhum macho de palanca negra gigante, esta operação era fundamental para a reprodução e sobrevivência da espécie.

Transporte e Marcação 2011

A segunda operação tinha como principal objectivo o transporte de mais animais da Reserva Natural Integral do Luando para o Parque Nacional da Cangandala para aumentar o núcleo reprodutor do Santuário da Palanca. Ao todo, foram transportadas 8 palancas: 6 fêmeas e 2 machos.

Marcação 2013

A terceira operação destinou-se apenas à marcação de palancas negras gigantes com coleiras de satélite e VHF. As coleiras de satélite emitem coordenadas GPS que nos dão a localização dos animais marcados. Ao todo foram marcadas 26 palancas.

Marcação 2016

A quarta operação, à semelhança da anterior, destinou-se apenas à marcação de palancas negras gigantes com coleiras de satélite e VHF. Visto que as coleiras têm apenas dois anos de vida útil, foi necessário substituí-las.